A mOst parte de uma ideia simples: as periferias não são margens, são lugares de cultura, inteligência e invenção. Construímos pontes entre territórios populares de diferentes países, especialmente entre a França e a América Latina, para que comunidades se encontrem por meio de imagens, histórias e perguntas em comum.
Essas conexões não são simbólicas: criam uma circulação concreta de narrativas, ferramentas e métodos, e desafiam o olhar único, de fora para dentro. Ao ligar pontos de vista locais através de fronteiras, fortalecemos na prática os direitos culturais e construímos um arquivo vivo, translocal e comunitário do presente.
onde atuamos
Desde 2023, a mOst atua no Brasil, na Colômbia, no México e na Argélia: no Rio de Janeiro (Rocinha, Maré e a favela Júlio Otoni), em Recife e em Salvador; na Comuna 8 de Medellín e em Cali; em Valle de Chalco, Cherán e Ciudad Guzmán; e em Argel, no conjunto Rampe Vallée, em Bab el Oued. Alguns desses territórios foram escolhidos para construir intercâmbios de longo prazo: Rio de Janeiro, Medellín, Valle de Chalco e Argel.
com organizações comunitárias e artistas dos territórios
Cada projeto parte de uma organização enraizada no bairro: o Museo Comunitario del Valle de Xico, museu comunitário de Valle de Chalco; o Movimiento Urbano, em Medellín; o REF Rocinha e o centro comunitário Júlio Otoni, no Rio; a Livroteca Brincante do Pina, em Recife; a Cultura Zapotlán, em Ciudad Guzmán. Artistas dos próprios territórios têm um papel central, como a fotógrafa Fotogracria, na Rocinha, ou Arteviana, na Maré.
olhares cruzados: bairros em diálogo
Com o formato Olhares cruzados, bairros conversam diretamente: La Noue-Clos Français, em Montreuil, e a Rocinha, desde 2024; La Capsulerie, em Bagnolet, com Casas ARA, em Valle de Chalco, e Cruz Blanca, em Ciudad Guzmán, em 2025; Les Ruches, em Marselha, e a T.L., na Rocinha, em 2025; Llanaditas, em Medellín, com a Rocinha e a Maré, em 2026. Não se trata de comparar, mas de fazer ressoar vivências, maneiras de habitar e formas de imaginar o futuro.
um arquivo comunitário translocal
Cada projeto deixa registros que permanecem no território: exposições coladas nas paredes da favela ou penduradas nas árvores de uma pracinha, filmes, livretos, retratos. Em Valle de Chalco, as produções ficam guardadas no museu comunitário do bairro. Somados, esses registros formam um arquivo vivo das periferias de hoje, construído com os moradores.
os sites dos projetos
Para vários territórios, um site inteiro guarda a memória dos projetos, em quatro línguas: as obras, os textos dos participantes, os mapas.
